Instantaneidade, colaboração e customização. Podemos resumir assim a cara do futuro. E nada melhor que o Twitter para exemplificar como os três conceitos juntos funcionam muito bem!
Instantaneidade
Com a otimização de processos, encurtamos prazos e aproveitamos o tempo ganho para preenchê-lo com outras atividades, projetos e trabalhos. Com isso, convivemos e nos acostumamos com a idéia de que não temos mais tempo para esperas e que tudo deve ser muito rápido.
Através dessa mudança no dia-a-dia do homem é que o Twitter conquistou adeptos, atingindo assim grande sucesso entre as mídias sociais. Tal sucesso provocado pelo encontro das possibilidades do Twitter com nossa necessidade atual: agilidade no acesso à informação.
No Twitter a informação pode vir como atualização de perfis, que variam dos corporativos aos de amigos. Dependendo de quem segue, você recebe notícias, atualizações de blogs, dicas, comentários e o que nossos amigos estão fazendo e pensando.
"(?) como o Twitter é uma mistura de mini e-mail, microblog e rede social, foi rapidamente descoberto por blogueiros e jornalistas, que começaram a usá-lo para atualizações freqüentes de informações, como links e fotos, no conceito chamado de microblogging" . (Cláudio Torres, em A bíblia do marketing Digital)
A informação multiplica-se pela facilidade em escrever e bolar algo para um espaço curto e restrito a 140 caracteres. A informação curta facilita a leitura. Rapidamente conseguimos ler o que cada perfil da nossa lista está escrevendo, pensando ou noticiando. Puro processo de usabilidade. Afinal, aprendemos com as convenções que, como títulos e letterings em jornais, por exemplo, encontramos mais facilmente aquilo que desejamos ler, por saber que são resumos.
O espaço curto também auxilia na redução de tempo para se escrever algo. Um texto maior, contendo detalhes do assunto, que por padrão encontramos em portais e blogs, logicamente aumenta o tempo de divulgação da informação. Já o Twitter, em seus 140 caracteres, permite que se solte rapidamente uma frase que resuma o ocorrido.
Colaboração
A necessidade de difundir uma informação, seja ela em primeira mão ou não, também auxiliou no crescimento e sucesso do Twitter. O homem naturalmente tem a necessidade de participar, de colaborar e trocar informações.
"Entender como a web funciona, e assim entender como inserir sua empresa neste novo mundo, passa por entender como as pessoas colaboram com a criação e a recriação da informação. Não é à toa que alguns sites como MySpace, Facebook, Orkut e vários outros apostam no conceito de comunidade virtual - as pessoas precisam estar em contato umas com as outras, e pela internet isto é potencializado. Afinal, segundo Aristóteles, o homem é um animal social e político", Conrado Adolpho, em Google Marketing.
A internet já é, por si só, uma grande aliada da disseminação da informação, e o blog é um excelente exemplo de ferramenta que cresceu com a colaboração de pessoas dispostas a gastar, ao menos um pouco do seu tempo, para compartilhar informações, opinar e discutir.
No Twitter, basta uma câmera na mão, um PC conectado à internet e um bom motivo para que você facilmente espalhe seu micropost, fomentando assim o famoso jornalismo colaborativo.
"A geração digital se comporta de forma muito mais critica e opinativa. Hoje cerca de 50 a 100 milhões de blogueiros que se comunicam pela internet, expressando idéias e experiências com produtos e compartilhando informações sobre empresas e negócios. (?) O consumidor virou mídia" André Telles, em Geração Digital.
Customização
Na web há uma tendência à customização, uma vez que o usuário é que tem total poder de o que ele quer ver e receber, ou seja, por onde ele quer navegar. Com o Twitter não é diferente. O usuário escolhe os perfis que quer seguir, para que assim receba informações personalizadas de acordo com aquilo que escolheu.
"No Twitter você pode encontrar perfis de pessoas que falam constantemente o que estão fazendo, serviços de notícias e informações de agências de notícias e tuits de blogueiros que reproduzem pequenos trechos de seus posts, além de comunidades que divulgam informações sobre suas causas". Cláudio Torres, em A bíblia do marketing digital.
Bem diferente da cultura de massa, a customização é a tendência que está presente na internet. Toda ferramenta ou produto que podem ser customizados recebem uma grande vantagem em relação a outros produtos/ferramentas justamente porque os consumidores não querem receber mais aquilo que todos recebem.
A customização é um dos pontos essenciais para que se atinja a valorização ideal para os produtos/serviços. Se a ferramenta customizada torna-se a cara do usuário (ou seja, no Twitter escolhendo aquilo que quer receber), certamente ele retornará e fomentará a tal ferramenta.
Para finalizar, deixo uma frase que fecha muito bem os conceitos abordados neste texto:
"Essa conversa mundial em tempo real muda tudo porque criou-se um imenso boca-a-boca global sobre absolutamente qualquer assunto. Você sabe o que as pessoas pensam em tempo real sobre políticos, um produto, uma marca, etc. As opiniões estão lá, são transparentes, e afetam a forma de se fazer marketing e entretenimento". Loic Le Meur, criador do site Seesmic.com (fonte: estadão.com.br)
Original em UOL
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Dez dicas para uma empresa ter uma boa presença nas redes sociais
Por Clayton Melo, do IDG Now!
Publicada em 22 de fevereiro de 2010 às 07h40
Atualizada em 22 de fevereiro de 2010 às 08h07
Lista com recomendações foi feita a partir de dúvidas levantadas por executivos de companhias que pretendem atuar nas mídias sociais.
Ter uma boa presença nas redes sociais é o sonho de consumo de um número cada vez maior de empresas. Mas como alcançar esse objetivo?
Gustavo Zaiantchick e Diego Monteiro, respectivamente cofundador e consultor de redes sociais da Direct Labs, agência especializada em ações de relacionamento na internet, deparam-se todos os dias com uma série de interrogações levantadas por executivos de empresas. Por isso resolveram compilar as principais dúvidas identificadas nas companhias e fizeram alguns comentários a respeito delas.
A Direct Labs integra o Grupo Direct, formado a partir de investimentos de organizações como Rio Bravo, DGF Investimentos e CRP Companhia de Participações.
1- Como as mídias sociais contribuem para mudar o antigo esquema de comunicação “emissor-mensagem-receptor”?
As mídias sociais geram uma comunicação de duas vias entre os usuários e, desse modo, não há um receptor ou emissor preso a um desses papéis. Em um determinado momento você consumirá conteúdo e, no instante seguinte, comentará sobre o assunto que leu, ou seja, você passa de receptor a emissor e não se fixa a nenhuma dessas posições.
As mídias sociais estão se popularizando e já se tornaram um meio de comunicação essencial. Na escola, os alunos aprendem através de blogs; nas empresas, os funcionários expõem suas dificuldades em comunidades virtuais e por aí vai. A internet, que é o grande meio de comunicação deste século, tornou-se 2.0 e colaborativa com as redes sociais. Trata-se de um caminho sem volta.
2. Quais seriam as melhores maneiras de potencializar minha marca no Twitter e aumentar meu número de seguidores?
Nem sempre ter mais seguidores é potencializar sua marca no Twitter. O ideal é que o volume de seguidores esteja compatível com o seu público-alvo e que o conteúdo gerado no nesse canal seja realmente relevante para eles.
Uma das formas eficientes de se medir isso é por meio da observação de quanto o conteúdo gerado é retuitado pelos usuários, medindo a influência de quem replicou a mensagem ou também quantificando as conversas geradas via Twitter através de Direct Messages ou menções de sua conta. Um outro ponto importante é sempre divulgar o seu endereço de Twitter em todas as mídias nas quais a empresa for divulgada, seja no site, papelaria, e-mails, propagandas, etc.
3. Como fidelizar clientes por meio de uma rede social?
A fidelização de consumidores por meio das redes sociais ocorre por meio da geração de algum benefício palpável a eles. Assim, a primeira coisa a ser feita ao criar uma iniciativa nesses canais, buscando a fidelidade, é identificar o que interessa a esse público-alvo: que tipo de informações é relevante? Que tipo de relacionamento eles esperam? O que pode ser um benefício diário para esses usuários?
Tendo as respostas para essas e outras questões, os moderadores da rede social devem criar um plano editorial para que esses assuntos de relevância sejam abordados dentro de um cronograma correto, consistente e efetivo. Isso fará com que a rede seja constantemente "aquecida”, e as pessoas participarão de forma espontânea.
4. Qual é a melhor forma de chamar a atenção do meu público para os tópicos nas comunidades do Orkut? Como posso garantir a participação das pessoas ao passo em que a maioria usa as comunidades apenas para definir o próprio perfil? O primeiro ponto é entender se o público-alvo que você quer atingir realmente usa o Orkut para suas conversas. Como está descrito, muitas pessoas só usam as comunidades como "selos" para seu perfil. Caso existam comunidades sobre o determinado assunto que estejam ativas no Orkut, o primeiro passo é estabelecer uma relação com elas como um usuário comum, mas tentando gerar valor para os demais.
Relacionamento é construído e conquistado com o tempo, nada é do dia para noite. É importante participar ativamente dessas outras comunidades e, a partir de um relacionamento já estabelecido, começar a divulgar ativamente a própria comunidade da empresa. Isso evitará que você seja expulso dos outros grupos e, além disso, terá outros usuários interessados em conhecer o seu ambiente.
5. Como estipular um preço para o serviço de redes sociais prestado aos clientes? Dar preço a um serviço de redes sociais vai muito além da questão de desenvolvimento tecnológico. Aliás, pouco tem a ver com tecnologia. O que as empresas devem buscar são resultados efetivos de negócio e, principalmente, de relacionamento com consumidores, parceiros, comunidades, entre outros. Assim, a primeira etapa na formulação de um preço é o esforço para definir a estratégia e o planejamento das ações. Isso pode envolver uma equipe que deverá ser quantificada em número de horas, cruzando com a margem esperada.
A partir da definição do planejamento, inicia-se o processo de implementação das ações que envolvem horas de desenvolvimento, de geração de conteúdo, licenciamento de software e gestão de projetos. Depois de implementado, é fundamental orçar o esforço que a equipe terá na moderação dos ambientes, nos ajustes tecnológicos e na análise estratégica e de resultados. Ao se levantar o número de horas e demais custos desse processo todo, você conseguirá fixar um preço para seu projeto.
6. Quais as principais metodologias e métricas para a mensuração de ações de marketing nas redes sociais? Existe algum método para medir a força de uma marca nesse ambiente?
As métricas mais utilizadas para mensurar resultados em mídias sociais são os indicadores de visibilidade, influência, participação e engajamento. A visibilidade é traduzida por dados facilmente mensuráveis por meio de ferramentas como o Google Analytics. Exemplos no contexto de uma ferramenta social são: número de visitas, de onde vêm essas visitas, tempo que o usuário fica em cada página e etc. As de influência são medidas por meio de quantos outros ambientes estão referenciando a sua iniciativa, algo que pode se dar por meio de links e menções de terceiros.
Os indicadores de participação são aqueles que medem o quanto os usuários interagem no seu ambiente, ou seja, o conteúdo gerado. Isso pode acontecer através de comentários, fotos publicadas, vídeos inseridos e etc. Por último, a mensuração de engajamento, que são situações nas quais os usuários "vendem" e divulgam o seu negócio de forma espontânea, como, por exemplo, envio de "invites" para cadastramento ou criação de ambientes próprios de divulgação da marca, como comunidades em redes sociais ou contas no Twitter.
7. Nas mídias sociais, existe alguma forma de segmentar o público que desejo atingir?
Sim, com certeza. A segmentação se dá por duas maneiras: uma é pelo local da ação (que rede social você vai usar), assim como o público escolhido para começar uma interação. A outra maneira se dá pelo tema abordado. Usando as palavras-chave adequadas é possível fazer um conteúdo relevante para o público-alvo, além de potencializar suas aparições nos buscadores (seja no Google, seja nas mídias sociais) para quem procurar pelo tema.
8 - Marcas de grande porte correm um grande risco ao se inserirem nas mídias sociais? Depende. Primeiro deve-se analisar como elas entram nas mídias sociais. Se a intenção é estar na moda ou conseguir um ROI (retorno sobre investimento) milagroso, então há um enorme risco. Mas se for uma estratégia consistente e a intenção for interagir com seu público, os riscos são praticamente nulos. Vale lembrar que não há nenhum risco maior do que não se inserir nas mídias sociais.
9. Qual o limite ético ao querer influenciar ou patrocinar blogueiros/tuiteiros que teoricamente produzem conteúdo independente e não comercial? O que é permitido e o que não é?As pessoas seguem usuários no Twitter ou assinam RSS de blogs apenas por um único motivo: consideram aquele conteúdo interessante para elas. E o que é interessante? Em 99% das vezes, é aquilo que trata de assuntos abordados de forma imparcial, independente e espontânea. Mas nem sempre a mensagem tem essas características. Isto é, pessoas que primeiramente atraíram outros usuários em função do conteúdo, agora usam esse histórico positivo para produzir espaços pago/patrocinado.
O grande detalhe é que muitos geradores de conteúdo não especificam isso e misturam essas propagandas com aquilo que é, de fato, importante, fazendo as pessoas acreditarem que se trata de um conteúdo imparcial. Trata-se de um grande risco para o blogueiro/twitteiro e para a empresa que o patrocina, pois, se um usuário descobrir que está sendo "enganado", o canal pode perder a credibilidade na rede, e a marca se desgastar.
Assim, o limite está em nunca confundir o conteúdo do blog e twitter com formas de patrocínio. Uma alternativa é usar, por exemplo, o layout de background do twitter ou blog para que se venda espaço publicitário.
10. Que comportamentos podem ser vistos como exemplos de mau uso das mídias sociais?
Basicamente são aqueles que tentam disfarçar uma comunicação institucional e corporativa como algo espontâneo. Um exemplo é falar para um blogueiro o que escrever sobre a sua marca ou pagá-lo por um post que pareça espontâneo, em vez de veicular propaganda.
Também vale lembrar que ações que premiam determinados formadores de opinião com eventos ou brindes podem ser encaradas como "mau uso" por serem contra o princípio de participação das mídias sociais e por passarem uma ideia de segregação de público, já que privilegiam apenas alguns usuários com as recompensas.
Original em UOL
Publicada em 22 de fevereiro de 2010 às 07h40
Atualizada em 22 de fevereiro de 2010 às 08h07
Lista com recomendações foi feita a partir de dúvidas levantadas por executivos de companhias que pretendem atuar nas mídias sociais.
Ter uma boa presença nas redes sociais é o sonho de consumo de um número cada vez maior de empresas. Mas como alcançar esse objetivo?
Gustavo Zaiantchick e Diego Monteiro, respectivamente cofundador e consultor de redes sociais da Direct Labs, agência especializada em ações de relacionamento na internet, deparam-se todos os dias com uma série de interrogações levantadas por executivos de empresas. Por isso resolveram compilar as principais dúvidas identificadas nas companhias e fizeram alguns comentários a respeito delas.
A Direct Labs integra o Grupo Direct, formado a partir de investimentos de organizações como Rio Bravo, DGF Investimentos e CRP Companhia de Participações.
1- Como as mídias sociais contribuem para mudar o antigo esquema de comunicação “emissor-mensagem-receptor”?
As mídias sociais geram uma comunicação de duas vias entre os usuários e, desse modo, não há um receptor ou emissor preso a um desses papéis. Em um determinado momento você consumirá conteúdo e, no instante seguinte, comentará sobre o assunto que leu, ou seja, você passa de receptor a emissor e não se fixa a nenhuma dessas posições.
As mídias sociais estão se popularizando e já se tornaram um meio de comunicação essencial. Na escola, os alunos aprendem através de blogs; nas empresas, os funcionários expõem suas dificuldades em comunidades virtuais e por aí vai. A internet, que é o grande meio de comunicação deste século, tornou-se 2.0 e colaborativa com as redes sociais. Trata-se de um caminho sem volta.
2. Quais seriam as melhores maneiras de potencializar minha marca no Twitter e aumentar meu número de seguidores?
Nem sempre ter mais seguidores é potencializar sua marca no Twitter. O ideal é que o volume de seguidores esteja compatível com o seu público-alvo e que o conteúdo gerado no nesse canal seja realmente relevante para eles.
Uma das formas eficientes de se medir isso é por meio da observação de quanto o conteúdo gerado é retuitado pelos usuários, medindo a influência de quem replicou a mensagem ou também quantificando as conversas geradas via Twitter através de Direct Messages ou menções de sua conta. Um outro ponto importante é sempre divulgar o seu endereço de Twitter em todas as mídias nas quais a empresa for divulgada, seja no site, papelaria, e-mails, propagandas, etc.
3. Como fidelizar clientes por meio de uma rede social?
A fidelização de consumidores por meio das redes sociais ocorre por meio da geração de algum benefício palpável a eles. Assim, a primeira coisa a ser feita ao criar uma iniciativa nesses canais, buscando a fidelidade, é identificar o que interessa a esse público-alvo: que tipo de informações é relevante? Que tipo de relacionamento eles esperam? O que pode ser um benefício diário para esses usuários?
Tendo as respostas para essas e outras questões, os moderadores da rede social devem criar um plano editorial para que esses assuntos de relevância sejam abordados dentro de um cronograma correto, consistente e efetivo. Isso fará com que a rede seja constantemente "aquecida”, e as pessoas participarão de forma espontânea.
4. Qual é a melhor forma de chamar a atenção do meu público para os tópicos nas comunidades do Orkut? Como posso garantir a participação das pessoas ao passo em que a maioria usa as comunidades apenas para definir o próprio perfil? O primeiro ponto é entender se o público-alvo que você quer atingir realmente usa o Orkut para suas conversas. Como está descrito, muitas pessoas só usam as comunidades como "selos" para seu perfil. Caso existam comunidades sobre o determinado assunto que estejam ativas no Orkut, o primeiro passo é estabelecer uma relação com elas como um usuário comum, mas tentando gerar valor para os demais.
Relacionamento é construído e conquistado com o tempo, nada é do dia para noite. É importante participar ativamente dessas outras comunidades e, a partir de um relacionamento já estabelecido, começar a divulgar ativamente a própria comunidade da empresa. Isso evitará que você seja expulso dos outros grupos e, além disso, terá outros usuários interessados em conhecer o seu ambiente.
5. Como estipular um preço para o serviço de redes sociais prestado aos clientes? Dar preço a um serviço de redes sociais vai muito além da questão de desenvolvimento tecnológico. Aliás, pouco tem a ver com tecnologia. O que as empresas devem buscar são resultados efetivos de negócio e, principalmente, de relacionamento com consumidores, parceiros, comunidades, entre outros. Assim, a primeira etapa na formulação de um preço é o esforço para definir a estratégia e o planejamento das ações. Isso pode envolver uma equipe que deverá ser quantificada em número de horas, cruzando com a margem esperada.
A partir da definição do planejamento, inicia-se o processo de implementação das ações que envolvem horas de desenvolvimento, de geração de conteúdo, licenciamento de software e gestão de projetos. Depois de implementado, é fundamental orçar o esforço que a equipe terá na moderação dos ambientes, nos ajustes tecnológicos e na análise estratégica e de resultados. Ao se levantar o número de horas e demais custos desse processo todo, você conseguirá fixar um preço para seu projeto.
6. Quais as principais metodologias e métricas para a mensuração de ações de marketing nas redes sociais? Existe algum método para medir a força de uma marca nesse ambiente?
As métricas mais utilizadas para mensurar resultados em mídias sociais são os indicadores de visibilidade, influência, participação e engajamento. A visibilidade é traduzida por dados facilmente mensuráveis por meio de ferramentas como o Google Analytics. Exemplos no contexto de uma ferramenta social são: número de visitas, de onde vêm essas visitas, tempo que o usuário fica em cada página e etc. As de influência são medidas por meio de quantos outros ambientes estão referenciando a sua iniciativa, algo que pode se dar por meio de links e menções de terceiros.
Os indicadores de participação são aqueles que medem o quanto os usuários interagem no seu ambiente, ou seja, o conteúdo gerado. Isso pode acontecer através de comentários, fotos publicadas, vídeos inseridos e etc. Por último, a mensuração de engajamento, que são situações nas quais os usuários "vendem" e divulgam o seu negócio de forma espontânea, como, por exemplo, envio de "invites" para cadastramento ou criação de ambientes próprios de divulgação da marca, como comunidades em redes sociais ou contas no Twitter.
7. Nas mídias sociais, existe alguma forma de segmentar o público que desejo atingir?
Sim, com certeza. A segmentação se dá por duas maneiras: uma é pelo local da ação (que rede social você vai usar), assim como o público escolhido para começar uma interação. A outra maneira se dá pelo tema abordado. Usando as palavras-chave adequadas é possível fazer um conteúdo relevante para o público-alvo, além de potencializar suas aparições nos buscadores (seja no Google, seja nas mídias sociais) para quem procurar pelo tema.
8 - Marcas de grande porte correm um grande risco ao se inserirem nas mídias sociais? Depende. Primeiro deve-se analisar como elas entram nas mídias sociais. Se a intenção é estar na moda ou conseguir um ROI (retorno sobre investimento) milagroso, então há um enorme risco. Mas se for uma estratégia consistente e a intenção for interagir com seu público, os riscos são praticamente nulos. Vale lembrar que não há nenhum risco maior do que não se inserir nas mídias sociais.
9. Qual o limite ético ao querer influenciar ou patrocinar blogueiros/tuiteiros que teoricamente produzem conteúdo independente e não comercial? O que é permitido e o que não é?As pessoas seguem usuários no Twitter ou assinam RSS de blogs apenas por um único motivo: consideram aquele conteúdo interessante para elas. E o que é interessante? Em 99% das vezes, é aquilo que trata de assuntos abordados de forma imparcial, independente e espontânea. Mas nem sempre a mensagem tem essas características. Isto é, pessoas que primeiramente atraíram outros usuários em função do conteúdo, agora usam esse histórico positivo para produzir espaços pago/patrocinado.
O grande detalhe é que muitos geradores de conteúdo não especificam isso e misturam essas propagandas com aquilo que é, de fato, importante, fazendo as pessoas acreditarem que se trata de um conteúdo imparcial. Trata-se de um grande risco para o blogueiro/twitteiro e para a empresa que o patrocina, pois, se um usuário descobrir que está sendo "enganado", o canal pode perder a credibilidade na rede, e a marca se desgastar.
Assim, o limite está em nunca confundir o conteúdo do blog e twitter com formas de patrocínio. Uma alternativa é usar, por exemplo, o layout de background do twitter ou blog para que se venda espaço publicitário.
10. Que comportamentos podem ser vistos como exemplos de mau uso das mídias sociais?
Basicamente são aqueles que tentam disfarçar uma comunicação institucional e corporativa como algo espontâneo. Um exemplo é falar para um blogueiro o que escrever sobre a sua marca ou pagá-lo por um post que pareça espontâneo, em vez de veicular propaganda.
Também vale lembrar que ações que premiam determinados formadores de opinião com eventos ou brindes podem ser encaradas como "mau uso" por serem contra o princípio de participação das mídias sociais e por passarem uma ideia de segregação de público, já que privilegiam apenas alguns usuários com as recompensas.
Original em UOL
Apple explica remoção de aplicativos “sensuais”; Playboy continua disponível
Mais de 5 mil softwares para iPhone e iPod touch já foram retirados de sua loja online de programas; até softwares de fabricantes de roupa de praia foram barrados.
Por Macworld/Reino Unido 23-02-2010- (Atualizado em 23 de fevereiro de 2010 às 10h07)
O vice-presidente da Apple, Phil Schiller, resolveu falar sobre a decisão da empresa de remover os chamados “sexy apps”, aplicativos considerados muito sensuais ou eróticos pela empresa (apesar de não trazerem nudez explícita).
Mais de 5 mil aplicativos já foram removidos nos últimos dias, com os desenvolvedores comunicados apenas após a remoção. Vale lembrar que, antes ser oferecido na App Store, um programa precisa ser aprovado pela Apple.
Em entrevista ao New York Times, ele afirmou que a decisão foi motivada pelo grande volume de programas que têm sido submetidos para aprovação recentemente que incluem material considerado “censurável”.
“Nos últimos dias, temos recebido um volume cada vez maior de aplicativos com conteúdo altamente inadequado, submetido por um pequeno grupo de desenvolvedores para iPhone", afirma o executivo. Segundo ele, a Apple tem recebido um grande volume de reclamações de pais preocupados com o que seus filhos podem ver nos equipamentos da Apple.
Entre outras questões, é preciso ajustar o foco da ação. Alguns dos aplicativos barrados são tão “indecentes” quanto uma revista de esportes aquáticos. A empresa britânica Simply Beach, por exemplo, que fabrica roupas para natação e para a praia, teve seu aplicativo para iPhone, que permitia a compra dos produtos, banido como inadequado.
“O comportamento da Apple não ajuda. Não fomos consultados. Apenas enviaram um e-mail de remoção”, afirma o diretor da empresa, Gerrard Dennis. Já o aplicativo da revista masculina Playboy continuava no ar, até a publicação desta nota.
Isso sem falar no fato de que o iPhone e o iPod touch têm conexão com a Internet. Basta utilizar o navegador do aparelho para que o usuário tenha acesso a conteúdo pornográfico explícito.

Original em UOL
Por Macworld/Reino Unido 23-02-2010- (Atualizado em 23 de fevereiro de 2010 às 10h07)
O vice-presidente da Apple, Phil Schiller, resolveu falar sobre a decisão da empresa de remover os chamados “sexy apps”, aplicativos considerados muito sensuais ou eróticos pela empresa (apesar de não trazerem nudez explícita).
Mais de 5 mil aplicativos já foram removidos nos últimos dias, com os desenvolvedores comunicados apenas após a remoção. Vale lembrar que, antes ser oferecido na App Store, um programa precisa ser aprovado pela Apple.
Em entrevista ao New York Times, ele afirmou que a decisão foi motivada pelo grande volume de programas que têm sido submetidos para aprovação recentemente que incluem material considerado “censurável”.
“Nos últimos dias, temos recebido um volume cada vez maior de aplicativos com conteúdo altamente inadequado, submetido por um pequeno grupo de desenvolvedores para iPhone", afirma o executivo. Segundo ele, a Apple tem recebido um grande volume de reclamações de pais preocupados com o que seus filhos podem ver nos equipamentos da Apple.
Entre outras questões, é preciso ajustar o foco da ação. Alguns dos aplicativos barrados são tão “indecentes” quanto uma revista de esportes aquáticos. A empresa britânica Simply Beach, por exemplo, que fabrica roupas para natação e para a praia, teve seu aplicativo para iPhone, que permitia a compra dos produtos, banido como inadequado.
“O comportamento da Apple não ajuda. Não fomos consultados. Apenas enviaram um e-mail de remoção”, afirma o diretor da empresa, Gerrard Dennis. Já o aplicativo da revista masculina Playboy continuava no ar, até a publicação desta nota.
Isso sem falar no fato de que o iPhone e o iPod touch têm conexão com a Internet. Basta utilizar o navegador do aparelho para que o usuário tenha acesso a conteúdo pornográfico explícito.

Original em UOL
Com 0,5 kg por pessoa, Brasil lidera descarte de PCs entre países emergentes
JULIANA CARPANEZ||Do UOL Tecnologia
A cada ano, um único brasileiro descarta em média 0,5 kg de lixo eletrônico referente a computadores pessoais, segundo um estudo de 2009 divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Isso coloca o país como líder na lista de descarte de PCs -- nem sempre feito de forma correta -- entre nações emergentes. Confira abaixo a tabela completa, divulgada pela ONU.

Ainda de acordo com o relatório, que considera 11 países emergentes “representativos”, o Brasil também é um grande produtor de lixo eletrônico no descarte de aparelhos de TV (0,7 kg por pessoa ao ano, contra 0,9 kg do “líder” México) e de geladeira (0,4 kg per capta ao ano).
A ONU agrupa o Brasil junto com África do Sul, Marrocos, Colômbia e México: países que contam com um setor de reciclagem formal, mas que também apresentam uma informalidade de pequena ou média escala nessa área.

40 milhões de toneladas
De acordo com a Organização das Nações Unidas, o problema do lixo eletrônico já soma 40 milhões de toneladas por ano; a fabricação de telefones celulares e computadores pessoais consomem 3% de todo o ouro e prata extraídos em todo o mundo anualmente; os eletrônicos modernos contam com 60 elementos diferentes (valiosos, nocivos ou ambos); nos Estados Unidos, mais de 150 milhões de celulares e pagers foram vendidos em 2008, contra 90 milhões cinco anos antes; em todo o mundo, mais de 1 bilhão de telefones móveis foram comercializados em 2007 em comparação a 896 milhões em 2006.
Um resumo do relatório também indica que a China já produz 2,3 milhões de toneladas de lixo eletrônico, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, com 3 milhões de toneladas. E, apesar de ter proibido a importação do chamado e-waste, o país continua despejando esses produtos em países em desenvolvimento.
Na China, 500 mil toneladas de descarte anuais referem-se a geladeiras, 1,3 milhão tonelada são de TV, 300 mil toneladas vêm de computadores pessoais. Na índia, 100 mil toneladas são de geladeiras, 275 mil toneladas são de TVs, 56,3 mil toneladas são de PCs, 4,7 mil toneladas de impressoras e 1,7 mil tonelada de celulares. Não foram divulgados números específicos sobre o Brasil.
Brasil
O país conta com algumas alternativas para dar um fim correto ao lixo eletrônico. Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, o Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática) deve começar a coletar equipamentos descartados pelo público em 1º de abril.
No centro, que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
Original em UOL
A cada ano, um único brasileiro descarta em média 0,5 kg de lixo eletrônico referente a computadores pessoais, segundo um estudo de 2009 divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Isso coloca o país como líder na lista de descarte de PCs -- nem sempre feito de forma correta -- entre nações emergentes. Confira abaixo a tabela completa, divulgada pela ONU.

Ainda de acordo com o relatório, que considera 11 países emergentes “representativos”, o Brasil também é um grande produtor de lixo eletrônico no descarte de aparelhos de TV (0,7 kg por pessoa ao ano, contra 0,9 kg do “líder” México) e de geladeira (0,4 kg per capta ao ano).
A ONU agrupa o Brasil junto com África do Sul, Marrocos, Colômbia e México: países que contam com um setor de reciclagem formal, mas que também apresentam uma informalidade de pequena ou média escala nessa área.

40 milhões de toneladas
De acordo com a Organização das Nações Unidas, o problema do lixo eletrônico já soma 40 milhões de toneladas por ano; a fabricação de telefones celulares e computadores pessoais consomem 3% de todo o ouro e prata extraídos em todo o mundo anualmente; os eletrônicos modernos contam com 60 elementos diferentes (valiosos, nocivos ou ambos); nos Estados Unidos, mais de 150 milhões de celulares e pagers foram vendidos em 2008, contra 90 milhões cinco anos antes; em todo o mundo, mais de 1 bilhão de telefones móveis foram comercializados em 2007 em comparação a 896 milhões em 2006.
Um resumo do relatório também indica que a China já produz 2,3 milhões de toneladas de lixo eletrônico, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, com 3 milhões de toneladas. E, apesar de ter proibido a importação do chamado e-waste, o país continua despejando esses produtos em países em desenvolvimento.
Na China, 500 mil toneladas de descarte anuais referem-se a geladeiras, 1,3 milhão tonelada são de TV, 300 mil toneladas vêm de computadores pessoais. Na índia, 100 mil toneladas são de geladeiras, 275 mil toneladas são de TVs, 56,3 mil toneladas são de PCs, 4,7 mil toneladas de impressoras e 1,7 mil tonelada de celulares. Não foram divulgados números específicos sobre o Brasil.
Brasil
O país conta com algumas alternativas para dar um fim correto ao lixo eletrônico. Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, o Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática) deve começar a coletar equipamentos descartados pelo público em 1º de abril.
No centro, que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
Original em UOL
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